two men fishing on the lake

A brevidade da vida e a eternidade da Missio Dei

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora; tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz. Eclesiastes 3:1-8

Hoje é um momento singular na história. Pessoas em todos os lugares do mundo estão convivendo com crises de saúde pública associadas ao novo coronavírus. Um ser microscópico se espalhou a ponto de paralisar o ordenamento vigente no mundo até ele. Talvez a diferença seja a magnitude do problema em cada país, em cada realidade regional, de acordo com cada estrutural e cada cultura. O cenário de urgência sanitária levanta com ele dúvidas próprias do sentimento humano de incompletude quando encontra a finitude: o que é a vida? O que significa morrer?

Talvez muitas pessoas estejam a se perguntar tudo isso agora. Muitas outras, talvez não. Talvez a realidade se apresente com todas as emergências cotidianas de quem vive lutando pela vida em zonas de guerra. Talvez não seja propriamente uma guerra política de povos. Pode ser a guerra cotidiana de quem precisa caminhar quilômetros por água para beber, ou atravessar o tráfego pesado do trânsito em busca de um emprego que não se sabe se virá a tempo de saciar a fome da família. Não há tempo para refletir, é necessário sobreviver.
Hoje é um tempo singular na história. Único? Certamente não.

Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós. Já não há lembrança das coisas que precederam; e das coisas posteriores também não haverá memória entre os que hão de vir depois delas. Eclesiastes 1:10,11
               
As circunstâncias atuais têm suas próprias peculiaridades. Contudo, em muitos aspectos, a crise sanitária instalada é semelhante à Gripe Espanhola, de 1918. A crise econômica é uma ameaça, em que especialistas se remetem à Crise de 29 para ilustrar a gravidade do que possa vir. Muitos historiadores falam que a história é cheia de ciclos, em que tendências de gerações passadas ressurgem com a aparência de absoluta novidade.

Diante de tantas incertezas, várias pessoas no mundo inteiro ainda têm que lidar com o distanciamento social que lhes foi estipulado, forçosamente ou não. Nem sequer a liberdade sobre o ir e vir de suas vidas elas têm mais. Mas, algum dia, elas já tiveram mesmo?
Enquanto estamos imersos nas nossas pequenas rotinas cotidianas, temos a ilusão reconfortante de que somos senhores dos nossos dias. Delimitamos prazos, calculamos passos. Julgamos ser capazes de definir o compasso das nossas vidas. Vivemos no modo automático, a base de pequenas liturgias cotidianas: devocional de manhã, orações ao redor da mesa de almoço e de jantar, cultos aos domingos para ir.

Talvez a pergunta mais importante que pessoas do mundo inteiro estejam se fazendo agora que todo seu poder de definir as próprias rotinas esteja ameaçado pelas circunstâncias externas seja: afinal, para que vivemos e fazemos tudo isso? Para que correr tanto?

Pois quem sabe o que é bom para o homem durante os poucos dias da sua vida de vaidade, os quais gasta como sombra? Quem pode declarar ao homem o que será depois dele debaixo do sol? Eclesiastes 6:12

Enquanto há tantos perdidos em meio aos próprios questionamentos, há e sempre houve Deus operando em meio a todas as circunstâncias da história, no mundo por Ele mesmo criado. Nas adversidades em que Ele próprio rege. Nada nunca fugiu do controle dEle, por mais que teime em fugir constantemente do nosso.

Toda a existência humana sempre veio dEle e sempre irá apontar para Ele. Nosso calendário é marcado por antes e depois de Sua vinda. Nosso tempo como humanidade é regido por Sua infinita sabedoria. Desde que Jesus Cristo ressuscitou, Ele já havia dito que seu evangelho seria pregado a todas as nações. Após a sua morte, a própria Bíblia narra momentos de maior perseguição aos cristãos como momentos em que Seu nome e Sua palavra mais se espalharam aos povos ao redor.

Pois o homem não sabe a sua hora. Como os peixes que se apanham com a rede traiçoeira e como os passarinhos que se prendem com o laço, assim se enredam também os filhos dos homens no tempo da calamidade, quando cai de repente sobre eles. Eclesiastes 9:12

Períodos de instabilidade são momentos em que muitas pessoas param para reavaliar a vida que têm vivido. Deus, novamente, move a história tanto para nos lembrar que não temos domínio sobre um fio de cabelo nosso sequer, quanto para nos trazer ao arrependimento de nos julgarmos capazes de gerir a nós mesmos e nossos contextos cotidianos. Nesse momento em que muitos se perguntam como a vida será nos próximos dias, meses anos, a nós, filhos da fé, cabe a centralidade da vida de Jesus nas nossas como resposta.

Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim. Eclesiastes 3:11

Há ainda aqueles a quem a Verdade ainda não foi revelada. A estes, Deus em sua infinita graça e misericórdia cria tanto o desejo no coração de O conhecer quanto mobiliza esforços em todos os povos para que possa ser encontrado. Missões em todas as escalas de abrangência são uma das representações de sua mão poderosa agindo. Seu Espírito continua a incendiar corações de filhos seus em todo o mundo para o servir em outras línguas e culturas, do outro lado do planeta. Mesmo quando a ação humana falha, a mão dEle não vacila: quantos tem sido os relatos de pessoas no mundo muçulmano sonhando com Jesus Cristo vindo chama-los para que O conheçam?

A história humana é a história da Glória de dEle em fazer seu nome conhecido, por todos os meios, em todos os povos, até que em sua segunda vinda Ele faça novas todas as coisas. Quando a incerteza diante do futuro e o cansaço com as muitas lutas presentes vier nos assombrar, que a Sua mensagem de esperança na graça misericordiosa de Seu amor nos console. A certeza de que o tempo de vida e de morte, de saúde e de doença, de fome e de fartura, de guerra e de paz sempre estiveram debaixo de Seu poder, para que todos O temam e nEle encontrem paz.

Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém. Romanos 11:36

Foto: Marc Ewell

Núcleo Rural Boa Esperança II, Ch 04 Granja do Torto, Brasília – DF

61 3468 7220 | 9 8333 0224

alem@wycliffe.org.br

Orçamento
[contact-form-7 404 "Not Found"]
×
×

Olá!

Plataforma disponível das 9h as 17h

× Precisa de ajuda?