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O POVO KAIWÁ

Escrito por Alessandra Postali

Cristiane Sanches é parte da equipe de verificação da tradução da Bíblia do povo Kaiwá – uma jovem senhora. Em um sábado, no mês de fevereiro, ela organizou uma reunião de jovens em sua casa. E, em certo momento, alguns deles começaram a discutir sobre um texto de 2 Timóteo. Cristiane se levantou e começou a contar para eles o que estava aprendendo nas verificações. Eles ficaram admirados, pois tinham algumas dúvidas, já que alguns utilizavam versões em português e outros o Novo Testamento Kaiwá.

Cristiane conseguiu sanar algumas das dúvidas e ainda falou para eles: “Depois que comecei a ler a Bíblia na minha língua, eu aprendi muita coisa sobre Deus e também entendi muitas coisas, pois antes não conhecia direito o significado das palavras (referindo-se a versões em português). Por isso é muito importante lermos a Bíblia em nosso idioma. A gente entende melhor, porque é nossa língua e é mais fácil ler o nosso idioma do que o português”.


Sr. Salvador Sanches, nosso tradutor Kaiwá, estava presente na reunião, e vários jovens começaram a fazer perguntas sobre os significados de palavras em português. Ele sempre compartilha da Palavra de Deus nessas reuniões. E a participação dos jovens é sempre muito boa.

 

Notícias do campo
Nossos missionários da região Centro-Oeste do Brasil estão na fase de revisão do Novo Testamento para a língua Kaiwá. Esse povo possui 47 mil pessoas, sendo o 2º maior povo indígena do Brasil. Cris compartilhou as novidades conosco, depois de um período de descanso da família:

“Nossos filhos estão com as atividades escolares enquanto trabalhamos na tradução e revisão de textos do Novo Testamento. mesmo com visão tão debilitada devido à catarata, sempre vem trabalhar conosco. Mas temos boas notícias em relação a ele. Como a diabete já diminuiu, o levamos para consulta com a oftalmologista para que seja feita a cirurgia para remover a catarata de seus olhos”, conta.

Graças a uma doação, Sr. Salvador poderá fazer a cirurgia particular do olho direito. Ele não consegue enxergar mais de 1 metro de distância e a leitura precisa ser em letras ‘garrafais’. Ore conosco por esse procedimento, pela restauração completa de sua vista e para que ele continue sendo usado de forma maravilhosa no ministério de tradução das Escrituras para seu povo.

Além disso, nossos missionários participaram da segunda etapa do Curso para Tradutores da Bíblia (TIB), no mês de Janeiro, na Chapada dos Guimarães/MT. “Foi tão bom reencontrar os alunos que tínhamos conhecido em julho de 2018, na primeira fase do curso. Enquanto aprendiam mais sobre princípios de tradução, cada uma das equipes revisou os seus textos, lapidando à medida da necessidade e dos assuntos abordados”.

Agora que terminaram a tradução, o próximo desafio dos alunos é fazer a checagem com um consultor, para que o texto traduzido (o livro de Rute) possa ser publicado e levado pronto para a comunidade. Pedimos que orem pelas equipes de tradução: missionários e indígenas trabalhando juntos para que a Bíblia seja traduzida na língua de cada povo!

Kaiwá

Como já comentamos no último artigo, o processo de tradução da Bíblia para a língua materna de um povo é bastante longo e costuma levar uma vida de dedicação ao ministério e à comunidade local. O ministério com o povo Kaiwá teve início em 1957, quando a SIL  – Sociedade Internacional de Linguística enviou Lorraine Bridgeman e a família Taylor para trabalhar na tradução da Bíblia. Foi então que eles deram início à análise linguística na aldeia de Panambi. O Novo Testamento foi concluído em 1985 e Lorraine atuou no local até os último dias de sua vida. Em 2005, a Missão ALEM assumiu o projeto, com a proposta de concluir o AT e revisar o NT.

Em 2013, a Bíblia completa foi disponibilizada para o povo, em uma versão de verificação. Hoje, nossos missionários atuam diretamente com a revisão do Novo Testamento, já tendo finalizado os livros de Marcos; Lucas; Atos; 1 e 2 Tes; 1 e 2 Tim; Tito; Filemon; 1, 2 e 3 João e Judas. A previsão é de que, ao final de 2019, sejam finalizados Gálatas, Efésios, Filipenses, Tiago e 1 e 2 Pedro.

Somos muito gratos pelas suas orações. Elas têm o poder de transformar realidade e sustentar projetos. Continue intercedendo conosco pelo fortalecimento da Igreja Indígena no Brasil, pela melhora na saúde do Sr. Salvador, a família de nossos missionários e pelo fortalecimento de nossa equipe.

A ALEM possui, atualmente, 90 missionários efetivos, com 10 projetos em atividade. Se você deseja saber mais do projeto Kaiwá e outros, clique aqui e seja um parceiro!

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