Templos abertos

A condição de cristãos nos permite manter nossos templos abertos e, a qualquer tempo, ir aonde quisermos, mesmo quando as autoridades pedem a todos que permaneçam em casa por causa da pandemia do Covid-19. Não se trata de um ato deliberado de rebeldia, já que concordamos que “todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus” (Rm 13.1).

Trata-se, isso sim, de entender que somos templos do Espírito Santo (1 Co 6.19) e, como tais, podemos estar permanentemente abertos. E que, dentre nossas práticas cristãs, temos a oração, que nos leva pelo “novo e vivo caminho” até o Santo dos Santos (Hb 10.19,20) e além dele, como diz a velha canção: “a oração vai aonde eu não posso ir […] e quando estou em oração tudo pode acontecer”.

O fato é que a vida cristã não se resume ao que ocorre no ambiente físico da igreja. A verdadeira Igreja de Cristo continua ativa ao redor do mundo, com a grande oportunidade de demonstrar ainda mais na prática o amor de Deus. Nós, templos espirituais, podemos escancarar nossas portas para demonstrar mais compaixão, compreensão e generosidade neste momento em que tantos sofrem com doença, desemprego, conflitos domésticos, desesperança e temor em relação ao que está acontecendo no mundo.

E essa abertura não é apenas agora, para não cair no paradoxo de nos fecharmos como templo espiritual quando o templo, a edificação física, voltar ao funcionamento normal. Podemos abrir-nos ainda mais nos ambientes onde cada um trabalha ou estuda, fazendo tudo com excelência, como para o Senhor, sendo mais intencionais na defesa e na demonstração prática de valores cristãos, mesmo onde não há condições para se falar diretamente sobre Jesus. Somos chamados a buscar a paz em nossa cidade (Jr 29.7).

Isso tudo pode ser difícil, pois também enfrentamos lutas e estamos desafiados a ter maior intimidade com Deus, em intercessão mais profunda e com ouvidos para ouvir o que Deus está dizendo num tempo como esse. É aí que vem o mais importante. Temos de colocar abaixo nossa natureza humana, dar testemunho como verdadeiros discípulos e deixar o Espírito do nosso templo assumir o controle de tudo, sujeitando-nos a “quem é maior que o templo” (Mt 12.6).

Texto: Raquel Villela

Foto: Dale Peacock

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